Tudo era novidade, os cheiros, as cores. E tudo era bom.
De onde vinha era branco e azul o mundo, e até os sonhos.
Acreditava na possibilidade de outro sabor como quem sonha que voa; parece tão real, mas sabe-se mentira.
Branco ao redor e azul o resto. Seus lábios azuis de frio, pele azul de frio, sorriso azul, azul...
E por mais belo que possa parecer, foi enormemente belo ver sua boca vermelha e sua pele iluminada por uma luz que nunca teria visto se não encontrasse o multicolorido negro-branco que estava lá na hora marcada no seu mapa astral, em outro fuso horário e em outra língua.
Ele mostrou do vermelho ao amarelo. Da vermelha rosa a margarida amarela. Mas vocês sabem que não era a rosa nem a margarida, mas a luz.
E se viu também multicolorida nas infinitas possibilidades de misturas. E tudo está bom.
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